Aprenda como ultrapassar a barreira da alteração do ICMS

A alíquota do Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) subiu este ano e gerou desconforto nos brasileiros, principalmente nos empresários. Já não bastasse a alta carga de tributação, esse aumento impactou em cheio o comércio eletrônico.

A nova regra do ICMS, que entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano, alterou a vida das pequenas lojas virtuais que vendem para os outros estados, pois o imposto recolhido é repartido, gradativamente, com o Estado de destino da venda do produto. A medida prevê compensar Estados que não sediam grandes centros de distribuição, mais concentrados nas regiões Sul e Sudeste.

Essa divisão do recolhimento entre os estados se transforma em cálculo muito complexo e os pequenos varejistas que seguem o Simples Nacional têm mais dificuldade em adaptar-se.

Por exemplo, pela nova regra uma loja no Rio de Janeiro que vende pela internet para um consumidor do Ceará vai ter que dividir a arrecadação do imposto com o estado que recebe a mercadoria. Antes da mudança, a empresa recolhia toda a alíquota do ICMS apenas para Rio de Janeiro.

O objetivo da nova medida é tornar a partilha de impostos mais igualitária entre o estado que vende e o que consome. Porém essa divisão não é simples. Para os que não são a favor da mudança, o novo processo elevará os custos mensais em relação ao pessoal responsável pela tributação e sem gerar ganhos proporcionais na empresa.

A nova regra também diz que o empresário tem que se cadastrar nas secretarias da Fazenda de cada estado para onde vai vender o produto.

Apesar das críticas dos varejistas, não houve mudança. Então, a palavra chave é adaptação. Para fugir da tributação gradativa, a saída pode ser aumentar o investimento no mercado regional. Crescer as operações digitais dentro dos próprios estados reduz as operações burocráticas e centraliza mais o comércio.

Com o investimento no mercado regional, as operações tributárias seguem cálculos diferentes e bem mais simples do que as operações financeiras interestaduais. Investir em logística regional é uma opção mais rentável.

Apesar da nova regra e aborrecimentos com o cálculo e partilha do ICMS, o mercado E-commerce dá sinais de crescimento com a abertura de várias lojas. Centralizar sua produção e distribuição de mercadoria, portanto, seja a melhor saída para esse momento de adaptação.

Portanto, para não se submeter apenas ao mercado interestadual e ter dor de cabeça com tributação conquiste o cliente da sua cidade com promoções, em propaganda local e invista em uma logística que permita uma entrega rápida para gerar a fidelização do cliente.